Arquivo para abril \28\UTC 2013

Meus Medos

Medo é a própria inquietação ante a perigo real. Dizem que é coisa de criança, mas adultos também tem medo. Políticos têm medo de perderem seus cargos. Jogadores temem o dia de sua aposentadoria. Outros temem aracnídeos. A sensação do medo pode ser boa, quando controlado, ou ruim, quando transformada em pavor, que é a total aversão ao objeto de medo.

Conhecer o seu medo requer certo autoconhecimento. Conheci os meus ao longo dos anos e os admiti recentemente, através dos estudos básicos da Psicologia, que prevê a origem do medo na infância, época a qual absorvemos as partes constituintes de nosso caráter, através do convívio social, e este mesmo é o responsável pelo medo. Encaro o mar de peito aberto, durmo com as luzes apagadas, limpo a casa. Estou sujeito aos meus medos, posso entrar em pânico, mas os encaro, uma vez que o ideal é mantê-los no controle, saber controlar os seus medos é uma virtude já citada por Maquiável em sua Bíblia, qualidade une de poucos Homens.

Tenho medo de coisas sobrenaturais, de animais venenosos, perda de entes, dos fenômenos da Natureza e do pior de todos, do ser humano. Não fui capaz ainda de acabar com os medos, mas estou os diminuindo entrando em contato direto.

O medo na infância por exemplo, fez com que muitas crianças estadunidenses dos anos 80 e 90 tivessem total aversão a pisar sequer na Europa Oriental, pelo temor comunista. Este mesmo medo que assombra e violenta os legisladoers brasileiros, que ainda vivem os anos 80, menos patriarcais e extremamente conservadores, tem total aversão ao novo, a inovação.

Mulheres de Salto

Mulher. Ser humano do sexo feminino. Ser provocante. Irradiador de beleza. Percepção atípica. Numa singela visão masculina, mulheres são tudo aquilo que é sexy, tudo pelo nos atraimos. Isso é Mulher. São as guardiãs das emoções, as classistas mais sofisticadas, a delicadeza por definição. São a razão de existirmos e de procurarmos existir. Um homem sem amor é um homem incompleto.

E como não pudessem ser mais sedutoras, a situação agrava-se.

Era Março, a estação do ano mais romântica do ano, a Primavera, o dia parecia mais quente que o normal, estava a tomar o trem de volta para casa, após um  longo dia de trabalho, visualizo a mais perfeita representação de Afrodite no vagão de metrô onde o ar-condicionado parecia não funcionar, um choque. Uma grande celeuma passava-se em minha cabeça: o que a fazia tão diferente das outras mortais no mesmo terminal?

Procuro sem grande dificuldade, as comparo e logo ao reparar em Aquiles, vejo seu diferencial: o salto. E que salto! Mulheres de salto não são só mulheres. São Deusas. Não andam normalmente, parecem desfilar. Seus corpos ficam muito mais definidos. É acessório essencial para uma mulher, tão mais importante quanto um vestido vermelho ou um perfume.

Se aproxima. Junto dela, as paredes parecem acompanhá-la, nada mais parece certo. Como um psicótico, um surto quase apresentou-se. O respeito é maior que o princípio froidiano. Metrô para. Afrodite faz seu último desfile. E neste hiatus, como um psicopata, aguardo a próxima Cinderela antes de voltar a rotina.


Perfil

RAFAEL NL FREITAS escreve livremente há 7 anos.
É servo do Estado e réu do Liberalismo.
É jornalista e é leitor.
É cidadão deliberativo e blackbloc.

É o autor de “Aspectos Legais da REDESIM e sua Aplicabilidade no Estado do Rio de Janeiro“ e da obra ‘‘Panorama da nova Administração Pública: ADTEN, REDESIM e Plano Maior’’.

abril 2013
S T Q Q S S D
« fev   jun »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

Hospedagem Gratuita

Web Hosting

My Del.icio.us

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 2 outros seguidores