Archive for the 'Teorias' Category

Sentimentos Intelegíveis

A sociedade é fonte imediata do Direito, é dela que este surge e se legitima socialmente. Através de um contrato social implícito de mera inspiração lockeana e aperfeiçoamento weberiano, a sociedade cede alguns de seus direitos fundamentais  em troca da organização da sociedade civil, que legitima o Estado com o monopólio legítimo da força. Entretanto, a comunidade hoje clama por um pedido em consenso: a redução da maioridade penal. Mas a conjuntura político-jurídica é resistente. Será que estes são mesmo os errados?

O pedido de diminuição da imputação da prática criminosa tem como origem o crescimento da violência praticado por menores, dado pelo abandono escolar e agigantamento das organizações informais marginais à lei, o que provoca um clamor fervoroso pela redução da maioridade penal e um verdadeiro desencaixe ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

O apelo da sociedade quanto à possibilidade do apenamento de 18 para 16 tem como base o pensamento medieval dado pela seguinte máxima: “quanto maior a pena, menor será a reincidência“, o que, se colocado em prática, geraria uma lógica elevação no índice de aprisionamento pelo Estado e que tenderá a adoção do sistema americano privado de encarceramento.

Portanto, segundo uma interpretação constitucional sistemática e histórica, onde o  ordenamento jurídico deve ser visto como um todo organizado (Aristóteles) e fruto de evolução positiva, o pedido da maioria (consenso) não deve ser adotado, com base na segurança jurídica do Estado de Direito, mas principalmente pelos ensinamentos de Cesare Beccaria, com seu “Dos Delitos e das Penas“, que no século XVIII, diria que a alteração da pena não resolveria a questão da reincidência, mas sim se, e somente se, o Estado for capaz de provar a garantia dos direitos fundamentais constitucionalmente previstos.

Um beijo de muitos

Igreja da Candelária, 9 da manhã. Previsão de chuva. O Rio amanheceu nublado, parecia mais um dia normal, como mais um dia chuvoso no final do dia. Só parecia. Era o segundo dia de protesto publicizado pelo Movimento do Passe Livre, referente ao aumento dos famosos vinte centavos, de dois reais e setenta e cinco centavos para dois reais e noventa e cinco centavos, acréscimo este que é considerado abusivo pelos líderes do movimento, pela falta de estrutura dos ônibus cariocas – o que é claro e manifesto ao adentrarmos nos coletivos da terra de Machado – e pela ausência de melhora não obstante o aumento nas tarifas singulares tanto para ônibus quanto para metrôs.

Igreja da Candelária, 17 horas da tarde. Previsão de conflito, policiais a postos, verdadeiro cenário de guerra civil. 17 horas. O horário de encontro dos manifestantes representantes do Movimento do Passe Livre. Cantorias, instrumentos e faixas. Não. Estava longe de ser carnaval. Manifestantes e policiais em lados opostos como nos nostálgicos cenários de Velho Oeste. De um lado, as palavras eram o seu instrumento de guerra, do outro, sprays de pimenta, cassetetes e armas. O elemento equilibrador das partes hipossuficientes essencialmente é o respeito.

Agoniante. O sofrimento da população politicamente ativa, presente no manifesto, chega a ser imoral. Seu governo, que constitucionalmente, deveria atender aos anseios de sua nação, não o faz, o que traz o inglorioso sentimento de impunidade aos manifestantes que erroneamente vandalizam seu próprio patrimônio, ao envolver-se em agressões contra policiais, destruição de coletivos, estabelecimentos, dando razão e motivação para que os mesmo que deveriam atender por seus desejos, sejam obrigados a não fazê-lo, não só por seu caráter conservadorista, mas essencialmente pelo moral.

Richard Dawkins e o Fundamentalismo Esnobe

Ao assistir o vídeo de Dawkins ensinando crianças sobre o início da vida, relembro das minhas próprias escolhas e as razões pelas quais tomei. Sempre que estive mais triste com algo, pensei em recorrer a religião, pelo simples fato da esmagadora maioria praticar a religiosidade. Talvez a religião seja uma válvula de escape, talvez seja como uma daquelas joias de família, que é passado de pai para filho, aprendi cedo a frequentar as missas e as aulas de religiao, já na adolescência, me questionava sobre a sua importância, visto que não me sentia diferente dos de mais por não exercer a prática religiosa.

Ter estudado outras religiões (estudei o budismo, hinduísmo, islamismo, judaismo e algumas variações do cristianismo) me fez ver como   elas possuem ponto de partida, estrutura fundamental e fundamentalismo similares. E como Darwin estava certo, Dawkins é um porta-voz. Talvez pela complexidade da vida, muitas vezes nos perguntamos como a própria Natureza poderia criar ela própria e dar continuidade ao processo evolutivo.

Se algum dia foi questionado a ausência de provas, parafraseando Dawkins, `as evidências estão ao nosso redor`. A libertação do fundamentalismo se dá pela seguinte receita: ceticismo necessário, alto grau de questionamento, busca pelo saber e pela verdade com base nos fatos. Portanto, somente com essas medidas, teremos uma sociedade mais sucinta ao real progresso, e a redução das inverdades, que são muitas vezes usadas para benefício próprio da entidade, a ciência disseca a informação, confirma sua autenticidade ou não.

5 Motivos para Manter um Gordo Nerd

bons-motivos-para-manter-gordo-nerd-em-casa

1- O coeficiente de inteligência dele provavelmente é maior que o seu, portanto, trabalhos de complexidade maior e programação, deixe com ele.

2- Apesar do IMC dele ser maior que 29, ele é mais eficiente nos trampos que você pedir, mas não vá pedir que ele faça uma faxina, senão … function alert (Woout!)

3- Um fiel gordo nerd, tem vasto interesse pela robótica; especializado no ramo, será altamente criativo. Caso assim, peça a ele que escreva as redações da sua aula de Português, será a certeza de um 10 imediato e um tapinha nas costas do seu velho.

4- Obrigue ao nerd a aprender cozinhar, geralmente nerds possuem facilidade de aprender certos assuntos, à todo caso de fracasso, ao menos exija dele cadastro nos principais fast foods americanos.

5- Esqueça os softwares de desenvolvimento, um bom gordo nerd sempre sai de casa com aplicativos essenciais portáteis equipado com os mais recentes plugins e atualizações, além dos codigos, que são carregados no corpo (ou .. na boca? Dã.).

Observação Peculiar: Jamais; em hipótese alguma (ouviu bem?) dê a um gordo nerd a chave de qualquer porta da sua casa, nem mesmo a do banheiro! Quando você for ver, ele já vendeu seu imóvel no ebay a um gigolô polonês.

A Era de Aquarius

Age of Aquarius!

E aí, vai encarar ?

Como a nova era só está para começar em 2050, é sempre bom iniciar com o pé direito ou com os tele-imóveis“.



Links:

Gizmodo Brasil

Por que Limonar ?

mudar

A palavra limonar pode parecer estranho à primeira vista, mas não. O simples ato de limonar sugere algumas ambiguidades, mas vamos manter nosso foco.

Limonando você pode mudar um mundo, uma sociedade, uma pessoa. Você não acredita em magia ? – Nem eu. Mas quem disse que para realizarmos façanhas irreais precisamos ter poderes ou uma capacidade a mais de enganar ? – Não e não, nossa mágica está no ato de falar, em um simples gesto com as mãos, uma piscadela inesperada, um sorriso.

limonando-tudo

Apesar de nós funcionarmos a partir de nossos próprios comandos e pensamentos, muitos deles são influenciados pela emoção, do qual poderíamos deixar de realizar algo que até então parecia bem certo. Nada é certo, e você sabe disso. Somos tão frágeis quanto uma taça de vidro, sob qualquer impacto, estaremos a um passo da plena fragilidade, do desespero, insegura. Um bom exemplo disto é a adaptação cinematográfica do livro “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago, o filme dirigido por Fernando Meirelles, Ensaio sobre a Cegueira, lançado em 2008, onde uma epidemia chamada de “cegueira branca” (daí a intitulação do filme lá fora, “Blindness”), atinge de início um homem no trânsito, e que se espalha pelo país. Para evitar um desastre ainda maior, o governo decide colocar os infectados em quarentena em um lugar completamente deserto e com a falha do serviço oferecido pelo governo, “os infectados” passam a depender de seus próprios extintos e união entre si para sobreviverem.

Há muias outras obras do cinema que conduzem o espectador ao mesmo caminho, mas nunca ao mesmo fim! Porém, mantendo o foco, é imprecedível ressaltar o moral da história, que apesar de todos os contra-dizeres, é uma das maiores verdades deste século: Ainda somos incapazes de nos proteger, sem a união e o homem mais ambicioso do que nunca, a tendência é que continuemos vivendo conflitos constantes, até o beliscão, em que o homem vai acordar, perceber o tempo perdido e consertar o que vem sendo feito há alguns milênios.

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Chega de teorias. Pensar é humano, enquanto possibilidades como àquelas ainda estiverem em aberto, jamais deixarei de conspirar.


Perfil

RAFAEL NL FREITAS escreve livremente há 7 anos.
É servo do Estado e réu do Liberalismo.
É jornalista e é leitor.
É cidadão deliberativo e blackbloc.

É o autor de “Aspectos Legais da REDESIM e sua Aplicabilidade no Estado do Rio de Janeiro“ e da obra ‘‘Panorama da nova Administração Pública: ADTEN, REDESIM e Plano Maior’’.

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