Posts Tagged 'Nú da História'

A dificuldade de superação do Ecletismo Acadêmico

O mundo contemporâneo se encontra cada vez mais globalizado. As informações chegam cada vez mais rapidamente, são cada vez mais discutidas, compartilhadas e problematizadas. Entretanto, essas “qualidades“ no acesso à informação, tornam uma questão cada vez mais evidente: com a globalização, aproveitamos mais as informações passadas?

Uma das questões mais difíceis nas academias de ensino atualmente é a superação do modelo educacional disciplinar, caracterizado por um discurso racionalmente instrumentalista, de tratamento de meio, o que provoca um menor envolvimento dos alunos e consequentemente, menor persecução acadêmica futura.

A melhor solução para este paradigma parece ter sido encontrada nos trabalhos de Freire e Gramsci, através da Pedagogia Crítica, isto é, multicultural, praxista, conscientizadora e transformadora, superando-se assim, o modelo educacional bancário, ou seja, aquele onde o sujeito passivo -o aluno- é mero receptor de informações, acumulando-as, em verdadeira relação sujeito-objeto, de ecletismo no processo de aprendizagem.

Portanto, com base nos ensinamentos dos pensadores modernos da Pedagogia, somente com a inserção de uma teoria educacional participativa e desafiadora para o aluno, poderão os problemas causados pela educação bancária, como o plágio e a formação de maus profissionais, serem superados.

Resenha sobre “A liberdade dos antigos comparada à dos modernos”

INTRODUÇÃO

O presente texto se passa em um discurso proferido por Benjamin Constant, ao comparar a liberdade dos antigos e dos modernos. Inicialmente, o autor constata através de Roma, a plenitude do exercício dos direitos políticos na Antiguidade, com a ausência do sistema representativo de governo, inserido pela organização social da época. Contrapõem a liberdade dos modernos como mais independente, com a relativização da liberdade, dada por um governo representativo, dotado de liberdade política, bem como seus cidadãos e de plena legitimidade para o exercício do poder.

DESENVOLVIMENTO

A obra, primariamente apresentada, parece uma contradição enfática, uma vez que o autor da publicação foi o idealizador do Poder Moderador, quarto poder este instituído pela Constituição de 1824, durante o período imperial em terrae brasilis, caracterizado por ser um recurso de armazenamento de poder dos mais perigosos, com a concentração das decisões a livre convencimento do líder do Estado.

Constant induz ao leitor moderno à, de início, ter certa preferência pela liberdade dos antigos, dada pelo ostracismo de Atenas, pelo governo das virtudes, com sistemas fechados de governo e a ausência de governos representativos, ou seja, com os direitos de participação exercidos de forma direta pelo poder coletivo. Para os antigos, liberdade seria exatamente isso, com o governo praticado por todos os entes de mesma pátria, buscando, através da liberdade, as garantias e os privilégios. Antes de transitar para a liberdade dos modernos, o autor critrica o desapego dos antigos de suas liberdades individuais.

No tocante à liberdade dos modernos, Constant critica as influências modernas do autor Jean Jacques Rousseau sobre a sociedade contemporânea, estabelecendo um contrasenso entre a busca pela maximização da liberdade individual, a continuidade do exercício das liberdades políticas e o pensamento iluminista de Rousseau, que afirmava, quanto à concretude do Contrato Social, a partir da renúncia de alguns direitos e garantias fundamentais da sociedade em favor do Estado. Logo, um total contraposto às garantias de liberdades individuais, como hoje se busca efetivar e ampliar a sua proteção.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Portanto, ao pontuar sobre o perigo das duas liberdades, aplicadas de maneira excludente (ou uma ou a outra), o autor demonstra a sua vontade da busca pela combinação das liberdades, sem garantir-se tão somente a participação da sociedade nas decisões políticas, em verdadeira democracia direta, mas nem tão somente a garantia do exercício das liberdades e interesses particulares, sob pena de ora desapegar-se dos direitos e garantias fundamentais, ora pelo desapego da efetiva concretização das liberdades políticas, manifestadas através da participação política.

Referência:

http://www.libertarianism.org/publications/essays/liberty-ancients-compared-moderns

 

 

Os Três Setores quanto à Eficiência e Objetivos

Classificação dos Setores quanto conceitos de eficiência e eficácia

No Primeiro Setor, teoricamente, adota-se o uso da eficiência, porém na prática, devido ao excesso de demanda e a recente implantação dos conceitos do setor privado no setor público, o conceito usado na prática pelo Primeiro Setor é pela eficácia, onde o evento principal é o cumprimento da meta, sem abster-se em grandes méritos ao quesito da economicidade.

No Segundo setor, prevalece o uso da eficiência, uma vez que buscam a maior produtividade possível com a menor quantidade de insumos possível, enquanto no Terceiro Setor, a ideia principal é a eficácia das suas ações, nem sempre sendo possível realizá-las com os menores recursos possíveis, devido a necessidade social, nem sempre amparada pelo Primeiro Setor.

Diferenças e Semelhanças de Objetivos

No Primeiro Setor, o principal objetivo é atender a intensa demanda da população, crescente a cada dia, com um orçamento anualmente definido.

No Segundo Setor, diferentemente do Primeiro, o objetivo real é relacionar o alcance do objetivo usando a menor quantidade de recursos possíveis, visando a maior proporção do lucro, o que não é visado no Primeiro Setor.

No Terceiro Setor, assim como o Primeiro, não há objeto de lucro, mas o objetivo maior é atender as demandas sociais não atendidas pelo Primeiro Setor, naquele Setor há maior clamor social que no Segundo Setor e às vezes mais que o Primeiro Setor, devido à necessidade social das pessoas vinculadas, muitas vezes dependentes, dos organismos de Terceiro Setor.

Referências Bibliográficas:
http://www.coletivoverde.com.br/terceiro-setor/
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/terceiro_setor.htm
http://www.carlosescossia.com/2009/10/o-que-e-primeiro-segundo-e-terceiro.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terceiro_setor

Softwares Livres na Administração Pública Gerencial

Brasil1

Software livre é aquele programa que pode ter seu código de origem alterado por qualquer usuário com capacidade técnica para fazê-lo e não exige licença para que seja feita seu compartilhamento. O dever-ser industrial é de oferecer produtos de qualidade com o menor custo possível, a iminência de softwares pagos é devida a não-abrangência dos programas livres diante das demandas dos usuários, tais como usabilidade, praticidade, compatibilidade e recursos de inovação.

Anteriormente, programas gratuitos eram sinônimos de produtos de má qualidade, de difícil acesso e de uso complexo, enquanto os pagos buscaram a todo tempo a preocupação com o usuário realizando testes de interatividade dos próprios usuários comuns com versões-teste de seus novos programas e de suas atualizações.

Na atualidade, vemos programas gratuitos que geram lucros para os produtores, com assistência técnica do serviço e atualização de software e incentivam o desenvolvimento de tecnologia no país, sendo equiparados com os programas pagos nos quesitos citados no fim do primeiro parágrafo, com constantes atualizações de software, muitas vezes realizadas pelos próprios usuários, a capacidade de atender diferentes usuários, para diversos tipos de usos (como Calc, Draw, Text, Geogebra), o que vai de encontro com os princípios da democracia, principalmente o de liberdade de expressão. Além disso, softwares livres, devido a sua mudança constante e não sistemática de código, são mais seguros contra invasões de hackers.

Porém, os softwares de serviço gratuito ainda carecem de maior divulgação por parte não só dos produtores, mas do governo, como status de maior usuário, além de necessitarem de melhorias na usabilidade já presentes em versões mais antigas de softwares pagos e de aumento na estabilidade, uma vez que muitos deles ainda são extremamente instáveis em seu manuseio.

Fica a questão: é possível utilizar softwares livres em casa e no ambiente de trabalho sem perder eficiência e qualidade?

Mulheres de Salto

Mulher. Ser humano do sexo feminino. Ser provocante. Irradiador de beleza. Percepção atípica. Numa singela visão masculina, mulheres são tudo aquilo que é sexy, tudo pelo nos atraimos. Isso é Mulher. São as guardiãs das emoções, as classistas mais sofisticadas, a delicadeza por definição. São a razão de existirmos e de procurarmos existir. Um homem sem amor é um homem incompleto.

E como não pudessem ser mais sedutoras, a situação agrava-se.

Era Março, a estação do ano mais romântica do ano, a Primavera, o dia parecia mais quente que o normal, estava a tomar o trem de volta para casa, após um  longo dia de trabalho, visualizo a mais perfeita representação de Afrodite no vagão de metrô onde o ar-condicionado parecia não funcionar, um choque. Uma grande celeuma passava-se em minha cabeça: o que a fazia tão diferente das outras mortais no mesmo terminal?

Procuro sem grande dificuldade, as comparo e logo ao reparar em Aquiles, vejo seu diferencial: o salto. E que salto! Mulheres de salto não são só mulheres. São Deusas. Não andam normalmente, parecem desfilar. Seus corpos ficam muito mais definidos. É acessório essencial para uma mulher, tão mais importante quanto um vestido vermelho ou um perfume.

Se aproxima. Junto dela, as paredes parecem acompanhá-la, nada mais parece certo. Como um psicótico, um surto quase apresentou-se. O respeito é maior que o princípio froidiano. Metrô para. Afrodite faz seu último desfile. E neste hiatus, como um psicopata, aguardo a próxima Cinderela antes de voltar a rotina.

Os 10 Mandamentos do Homem Moderno, na minha visão

1. Educar jovens e adultos
2. Consumir matérias-primas e replantar à Mãe-Natureza
3. Direito ao lucro regulado à 10% do valor de mercado de sua produção.
4. Não usar armas. Violências e atitudes fora do padrão os infratores serão levados à reabilitação, até que possa retornar à sociedade.
5. Divisão de terras de acordo com a densidade demográfica da região.
6. Crescimento de uma região pela Qualidade de Vida.
7. Tribo índigena mais velha tomará conta do poder na 1ª vez e/ou na ausência de um governo, caso haja processo de impeachment, líderes das regiões escolhido pelos representantes (formados pelos principais intelectuais da região) deverão assumir.
8. Direito à liberdade religiosa e de expressão. Críticos serão levados aos Centros Intelectuais de Discussões, caso haja procedência de afirmação, encaminhar ao governo.
9. Pesquisas de satisfação e sugestões com os direitos humanos vigentes, e mudanças, caso em maoria, serão discutidas e/ou adotadas 3 meses após a tomada do poder.
10. Licitações públicas, com Centro de Suporte à População.

Atenciosamente,
Rafael Cores Freitas

Achou idiota? Tem sugestões? Opiniões?
e-mail: rdefreitas@r7.com

Boas para o Final de Semana


Semana se vai, e final de semana que chega. O que você gosta de fazer no final de semana? Passear no parque? Ir ao shopping? Ficar na web? Ver o futebol na TV? Acredito que de tudo isso um pouco. O final de semana é para ser aproveitado como descanso da dura semana, é um período para se colocar as coisas no lugar. Há quem prefira sair mais, e se aventurar nas baladas afora do Rio de Janeiro, e este post hoje é para esses, que como eu, adoram uma balada e se divertir com os amigos.

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Perfil

RAFAEL NL FREITAS escreve livremente há 7 anos.
É servo do Estado e réu do Liberalismo.
É jornalista e é leitor.
É cidadão deliberativo e blackbloc.

É o autor de “Aspectos Legais da REDESIM e sua Aplicabilidade no Estado do Rio de Janeiro“ e da obra ‘‘Panorama da nova Administração Pública: ADTEN, REDESIM e Plano Maior’’.

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